10/04/2014

Falta de moradia, uma questão política



Na introdução do livro “Vila Lulaldo, da lei do barbante à regularização fundiária”,constata que, segundo IBGE-2010, o déficit habitacional hoje no Brasil está em torno de 8,3 milhões de moradias, fundamentalmente, nas grandes regiões metropolitanas.


Por volta da década de 50 e 60 a base da economia era a agricultura e grande parte da população estava no campo, que aos poucos migram para os grandes centros urbanos invertendo essa lógica e provocando o crescimento desordenado, com o crescente êxodo rural.


Em 1950, 36,2% da população brasileira viviam em área urbana, esse índice sobe para 67,6% em 1980; e passa para 75,5% em 1991, chegando a 81% em 2000. Segundo senso do IBGE-2010, o percentual está em torno de 84% de brasileiros vivendo nas cidades. Segundo estudos, em 2050, o Brasil chegará a um déficit de 30 milhões de moradias.


Com o crescimento e consolidação da região do ABC a partir das grandes indústrias automobilista na década de 50, o desenvolvimento urbano vai produzir uma grande concentração humana desordenada em grandes aglomerados de favelas. Em meados da década de 80, explodem inúmeras ocupações de áreas, impulsionadas pelo movimento habitacional organizado.


O movimento agora se apresenta de forma e na forma organizacional diferente das grandes aglomerações em favelas, criando logística urbana com a divisão de lotes e ocupações ordenadas com melhor qualidade de vida.


Em 1985 Acontece a grande ocupação de área no Jardim Alzira Franco, em Santo André. Em 1989, entre outras, ocorrem ocupações da área do Buraco do Cazuza em Diadema, Vila Lulaldo em Sbcampo, numa verdadeira onda de lutas, resistências e conquistas pelos moradores organizados.


Em 1990, são ocupadas as áreas do Morro do Samba e Vila Socialista, na cidade de Diadema. O PT, que antes de chegar às prefeituras municipais na região do grande ABC era um dos organizadores do movimento de luta por moradia, agora, as administrações e o partido agem como freio na luta do povo pobre sem casa.


É nesse contexto que a ocupação da Vila Lulaldo passa a ser um laboratório a confrontar o discurso da organização popular, em contradição com o novo modelo de “gestão popular dos trabalhadores”. Em nome da defesa da governabilidade administrativa, o movimento organizado e os moradores são tratados com descaso, como caso policial e não mais como demanda social.


Sobreviver a essa ofensiva foi o grande desafio que o livro expressa com detalhes, numa ótica e perspectiva dos trabalhadores organizados e comprometidos com uma nova sociedade, rumo ao socialismo.


Várias lideranças populares são mencionadas no livro, relatos de passeatas e enfrentamentos, perseguição político ao subprefeito do Riacho Grande (Francisco Raimundo dos Santos) que foi exonerado por ter apoiado a ocupação, juntamente com o companheiro Geraldo Romualdo da promoção Social, a indiferença e perseguição ao mandato de vereador Aldo Santos, sendo acusado de desestabilizar a administração, chegando ao ponto de pedirem a cassação do mandato popular e socialista, foram algumas das dificuldades enfrentadas por todos, sempre destemidos e de cabeça erguida.


Embora a cidade de São Bernardo do Campo seja uma das mais ricas do país, o déficit habitacional está em torno de 50 mil moradias, conforme dados do movimento habitacional organizado.


As políticas nessa área são insuficientes e a participação popular organizada é o grande diferencial na resolutividade dessa demanda da classe trabalhadora.


Venha debater esses e outros temas, tendo como ponto de partida a luta vitoriosa que está registrada no livro “Da lei do barbante à regularização fundiária”, de autoria do professor Aldo Santos e da jornalista Ana Valim.


LANÇAMENTO DO LIVRO: VILA LULALDO, “DA LEI DO BARBANTE À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA” DA EDITORA DIALÓGICA.


Dia 12 de Abril de 2014, a partir das 17 horas, na Avenida Prestes Maia, 233, Centro de SBCampo.

Compareçam.

COMUNICAÇÃO DO EVENTO

05/04/2014

CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR(A) DA PREFEITURA DE SBC

ATIVIDADE SENDO REALIZADA NA APEOESP SBC
Palestrante: Profa Patricia Sosa Mello / Metodista - Foto: Lucimara Lima

Concurso para professor(a) da Prefeitura de SBC - foto: Lucimara Lima




26/03/2014

PROFESSORES (AS) APROVAM PAUTA DE REIVINDICAÇÕES RUMO À GREVE


No dia 20/03 aconteceu mais uma reunião ordinária de Representantes de Escolas da APEOESP SBC. Dando continuidade às atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher – 8 de março - as professoras Maria José, Alessandra e Nayara participaram de debate que abriu os trabalhos. As palestrantes destacaram as dificuldades enfrentadas pelas professoras que passam por vários ataques, sobretudo as da categoria O, como a limitação de faltas médicas, as férias repartidas, a falta de creches, a não implantação da jornada do piso, entre outras. Ressaltaram a questão da violência que ceifa a vida de 15 mulheres por dia no Brasil, ou seja uma mulher morre a cada duas horas, lembrando que somente em 2012 foram registrados 55 mil casos de estupro.

Segundo dados do IPEA, de 2001 a 2011, 5.654 mulheres foram assassinadas. No entanto, falta sensibilização sobre a questão de gênero por parte da sociedade em geral e das professoras em particular. As debatedoras apontaram para a necessidade de se descontruir conceitos preconceituosos que permitem e reafirmam a relação de desigualdade entre homens e mulheres como fato natural. Bem como da inserção do tema no currículo do ensino oficial


Os participantes do encontro aprovaram proposta para que a Comissão de Mulheres da Subsede SBC encaminhe junto à DE a indicação de realização de oficina sobre a questão de gênero e obtenha mais informações sobre assédio moral que vem sendo feito com professoras obesas.

ASSEMBLEIA ESTADUAL DOS PROFESSORES COM PARALISAÇÃO DIA 28 DE MARÇO ÀS 14 horas - PRAÇA DA REPÚBLICA


24/03/2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: "VILA LULALDO: DA LEI DO BARBANTE À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA" - dia 29 de Março às 19h na sede da Associação dos Moradores da Vila Lulaldo

"VILA LULALDO: DA LEI DO BARBANTE À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA" - Uma obra eletrizante, que permeia as bases do real socialismo. Uma leitura convidativa àqueles que apreciam as vitórias marcadas pela luta, suor e, sobretudo pelo enfrentamento em prol do direito civil e humano que constituem a história da classe trabalhadora.

CURSO DE INFORMÁTICA PARA APOSENTADOS E APOSENTADAS DA APEOESP DE SBC

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE INFORMÁTICA AOS PROFESSORES APOSENTADOS(AS) DA APEOESP SUBSEDE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

VAGAS LIMITADAS

INÍCIO PREVISTO PARA O DIA 01/04/2014 DAS 15H ÀS 16H

FALAR COM LUCIMARA OU ANA PAULA.
GARANTA SUA VAGA!

COORDENAÇÃO DA APEOESP SBC

18/03/2014

EDITAL DE CONTRATAÇÃO


A APEOESP – SUB-SEDE SÃO BERNARDO DO CAMPO está selecionando profissional para atuar na função de “AUXILIAR DE ATENDIMENTO DE SUB-SEDE”.

Nº de Vagas: 01 (uma)

Local de Trabalho: SUB-SEDE SÃO BERNARDO DO CAMPO

Avenida Francisco PreStes Maia, 233 – 1º andar – Centro – S.B.Campo

Horário de trabalho: De 2ª a 6ªFeira, das 08:30 as 17:30 horas com intervalo de 1(uma) hora para refeição.

REQUISITOS:

Ø Curso Nível Médio (2º Grau completo)

Ø Experiência mínima de 6 (seis) meses na função.

Ø Conhecimento de informática


OFERECEMOS:

Ø Salário compatível com a função a ser desempenhada

Ø Vale Transporte

Ø Vale Refeição

Ø Seguro de Vida em Grupo

Ø Plano de Saúde e Plano Odontológico (opcional)

Os (as) interessados (as) deverão enviar Currículo para email da : coordenacaosbc@terra.com.br / apeoespsbc@terra.com.br para o dia 25 de março de 2014



COORDENAÇÃO DA APEOESP 

05/03/2014

A condição feminina é tema de debates nas escolas

O Dia Internacional da Mulher – em 8 de março - não é uma data comemorativa e sim um dia de mobilização dedicado aos ideais de liberdade, igualdade e combate à violência de gênero. A afirmação é da vice-coordenadora da Subsede de SBC da APEOESP e estudiosa nos assuntos relacionados à questão de gênero, professora Nayara Alves Navarro. Segundo ela, “apesar das mulheres serem 51,3% da população brasileira, terem conquistado o mercado de trabalho, estar ocupando assento nas universidades e terem implementado uma lei que pune a violência doméstica, ainda não alcançaram a igualdade de gêneros”.

“Temos que desnaturalizar as relações de poder entre os sexos, entender que a desigualdade entre homens e mulheres, historicamente, foi dada por questões culturais, e não naturais, e que a levaram a ser considerada propriedade do homem e passível de dominação, opressão de classe e violência”, lembra. Ela aponta a educação como um dos poucos instrumentos capaz de inverter essa lógica de dominação e “avançar substancialmente numa perspectiva de conquistar a igualdade em todos os níveis, seja no mundo externo e ou no âmbito doméstico”.

Por isso a professora defende a inclusão da temática de gêneros como obrigatória no currículo oficial da Rede de Ensino do Estado de São Paulo, a exemplo do que ocorreu em Brasília. Solicitamos ao Deputado a apresentação de um projeto de lei sobre essa temática. Dentro das prerrogativas institucionais o deputado de imediato apresentou proposta que norteou a Indicação (nº 3369/09/2013) encaminhada à Assembleia Legislativa de São Paulo pelo deputado estadual, Carlos Giannazi, do Psol. No entanto, em resposta da Secretaria de Educação do Estado, o governo argumentou que a questão de gênero já está contemplada nas diversas disciplinas do currículo oficial e que por isso, a indicação “não deve prosperar”.

Mas, para Nayara, “não basta a temática de gênero perpassar por todas as disciplinas e programas na proposta curricular ou ser tratada como temas transversais”. “É imprescindível criar uma lei que a inclua como obrigatoriedade no currículo oficial da Rede de Ensino do Estado de São Paulo, a exemplo do que ocorreu com a História e Cultura Afro-Brasileira, para que a sociedade, ao reconhecer que a desigualdade de gênero existe, possa desconstruí-la e avançar na construção de uma nova sociedade, combatendo toda forma de opressão e violência contra a mulher”, argumenta.

Segundo ela, a sociedade não está de fato sensibilizada com as questões relativas à desigualdade de gênero. “São comuns os casos de violência em outros âmbitos, sobretudo na sala de aula. Pesquisas apontam que práticas sexistas são muito frequentes no espaço educacional, manifestadas, inúmeras vezes, nas brincadeiras, na conduta dos profissionais da educação, os quais reforçam tais diferenças e contribuem para os preconceitos de gênero”, enfatiza.


Conquistas existem, lembra a professora. “É bom lembrar que a lei 11.340/2006, criada 20 anos depois da denúncia feita por Maria da Penha Maia Fernandes, sobre as agressões sofridas, à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), representa aos movimentos feministas, a partir da promulgação da lei, uma vitória histórica bastante significativa às suas reivindicações e manifestações de luta contra a violência doméstica”.

Além da violência, Nayara chama a atenção também para outros pontos que são poucos discutidos pela sociedade no que se refere às questões de gênero “como a saúde da mulher, a divisão sexual do trabalho (dupla ou tripla jornada), emprego, desigualdade salarial, moradia, escolarização, analfabetismo e a discriminação da mulher no modo de produção capitalista que por essência nega a igualdade”, conclui.

“Semana da Mulher nas escolas e nas lutas”

Com esse lema, a APEOESP SBC promoverá uma semana de discussões sobre a temática de gêneros nas escolas. O evento de abertura acontecerá no dia 8 de março, sábado, às 15 horas, com debate seguido de confraternização, na Subsede, à Avenida Prestes Maia, nº 233, Centro, SBC.

A partir desta data, a Subsede estará à disposição para organizar o debate nas escolas.

“Ao abordar o desenvolvimento da condição feminina através dos tempos, considera-se que a mulher, ou seja, metade da humanidade se viu milenarmente excluída nas diferentes sociedades por um sistema hierarquizado patriarcal e machista. Não se trata apenas de resgatar a sua contribuição histórica na construção social, mas, sobretudo de admitir que essa ideologia continua negando ao sexo feminino a igualdade de direitos e o seu desenvolvimento pleno”, destaca a professora Nayara Navarro, uma das organizadoras da semana.

Também no dia 8/3, sairá um ônibus da Subsede, por volta das 7h30, para levar as pessoas ao ato unificado com vários movimentos de mulheres que será realizado na Avenida Paulista, marcado para as 9 horas.


COMUNICAÇÃO APEOESP-SBC

03/03/2014

Agenda do dia internacional das mulheres: 8 março de 2014.

7:30- Concentração em frente a apeoesp, Avenida Prestes Maia, 233, centro de sbcampo, para ida ao ato na capital;

13:30- Reunião da executiva regional da apeoesp;

15 horas- Ato de abertura da Semana das mulheres na subsede;

Favor ligar para o sindicato confirmando presença no ônibus.

Com saudações sindicais,

Coordenação da APEOESP DE SBC

REUNIÃO ORDINÁRIA DA EXECUTIVA DA APEOESP DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

CONVIDAMOS OS MEMBROS DA EXECUTIVA REGIONAL DA APEOESP PARA REUNIÃO ORDINÁRIA ONDE VAMOS DEBATER TEMAS DE INTERESSE DA CATEGORIA.

PAUTA:

1-LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA ANTERIOR;

2- JUSTIFICATIVAS DE AUSÊNCIAS;

3-INFORMES;

4-ORGANIZAÇÃO DA REUNIÃO DE REPRESENTANTES;

5-ELEIÇÃO DA APEOESP;

6-EDITAL DE CONTRATAÇÃO;

7-OUTROS.

A REUNIÃO TERÁ INÍCIO AS 13h30min, DO DIA 08/03/2014, UMA VEZ QUE AS 15 HORAS HAVERÁ ATIVIDADE DE ABERTURA DA SEMANA DA MULHER.

SEM MAIS,

ATENCIOSAMENTE,

ALDO SANTOS

COORDENADOR



MARIA JOSÉ

SECRETÁRIA.